quinta-feira, 3 de maio de 2012

Will Straw em maio no Brasil


Em maio, um dos mais renomados pesquisadores da cultura pop e dos estudos culturais, o conhecido professor canadense estará no Brasil para uma série atividades acadêmicas. A visita será centrada em discussões ao redor da ideia de cena musical, termo que ganhou projeção para os estudos de música e comunicação a partir da obra de Straw e de suas aulas no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da McGill University em Montreal. Além de duas conferências, dia 17 de maio em Maceió e 18 de maio em Recife, Will Straw ministrará um workshop gratuito, também no dia 17 em Maceió discutindo aplicações e possibilidades de compreensão da indústria da música a partir das cenas musicais. Esse inovadora atividade é voltada para estudantes de pós-graduação de comunicação e áreas afins que tenho conhecimento prévio dos textos em que a ideia é discutida e que o utilizam como ferramenta em seus trabalhos.

A vinda do professor é uma atividade do grupo de pesquisa Comunicação, Cultura e Música Popular Massiva da UFAL (coordenado por Jeder Janotti Junior) possibilitada através de recursos do CNPq, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFPE e do Laboratório de Análise de Produtos Sonoros e Visuais (UFPE-UFPB coordenado pelos professores Jeder Janotti e Thiago Soares) e AESO Barros Melo.
EVENTOS MACEIÓ

Workshop On musical scenes
Convidado: Will Straw (McGill University - Montreal)
Atividade voltada para alunos de graduação e pós-graduação que trabalhem em seus projetos com problemas relativos à música no universo contemporâneo, especialmente a ideia de cena musical. Será uma oportunidade para dialogar diretamente com o professor Will Straw a partir das especificidades e aplicações pontuais da noção de cena.
Horário: 14h30
Local: COS - UFAL  Sala multimeios Bloco 13 Campus UFAL Tabuleiro do Martins
Data: 17/05/12 (quinta-feira)
Entrada Franca
Público: Estudantes de pós-graduação de comunicação e áreas afins que tenham projetos de pesquisa convergentes com a produção de Will Straw.
Inscrições gratuitas pelo e-mail: comusica@comusica.com.br
Informar nome completo, instituição de vínculo e descrever brevemente projeto de pesquisa/discussões de interesse (máximo 05 linhas).

As cenas musicais, dos anos noventa aos dias atuais
Will Straw (McGill University - Montreal)
Horário: 18h30
Local: Auditório do Museu Theo Brandão UFAL-Maceió Av. Paz, 1490 - Centro  Maceió
Data: 17/05/12
Entrada Franca


Atividades / RECIFE

As inscrições devem ser feitas através do site www.barrosmelo.edu.br . Lembramos que apesar de gratuitas são limitadas às possibilidades de acomodação do auditório do PPGCOM.

Palestra: Cenas e Sensibilidades: música, consumo e territórios urbanos.

Dia: 18 de maio
Horário: 18h00
Local: Auditório do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFPE Recife
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Realização: GRUPO DE PESQUISA EM MÍDIA E MÚSICA DA UFFAL, CNPQ, PPGCOM UFPE, Laboratório de Análise de Produtos Sonoros e Visuais; AESO BARROS MELO

sexta-feira, 16 de março de 2012

Lançamento do livro Comunicação e Estudos Culturais, de Itania Maria Mota Gomes e Jeder Janotti Junior (Org.)

Evento reúne autores e leitores na nova Livraria EDUFBA, no Canela, em Salvador, no próximo dia 23 de março, sexta-feira




A partir de uma concepção de cultura vista como espaço de disputas e tensões, o livro Comunicação e Estudos Culturais, de Itania Maria Mota Gomes e Jeder Janotti Junior (Org.), orienta os leitores nas apropriações que o mundo acadêmico da Comunicação Social tem feito de autores e ideias dos Estudos Culturais. Esta obra será lançada pela Editora da Universidade Federal da Bahia no próximo dia 23 de março, sexta-feira, às 18h30, na Livraria EDUFBA (Canela). Na ocasião, ela poderá ser adquirida pelo preço especial de R$ 25,00.

A primeira parte de Comunicação e Estudos Culturais, intitulada Origens, apresenta grandes responsáveis pela disseminação das ideias dos Estudos Culturais no Brasil, através de artigos que abordam autores e textos considerados clássicos nesta área, como Richard Hoggart, Raymond Williams e Stuart Hall. A segunda parte,Transformações e rupturas, trata de assuntos mais específicos, como música popular massiva e televisão, navegando por autores menos conhecidos entre os estudiosos brasileiros.

Este livro reúne capítulos escritos por seus organizadores, Itania Gomes e Jeder Janotti Junior, e por Ana Carolina Escosteguy, Angela Prysthon, Cíntia SanMartin Fernandes, Felipe Trotta, Liv Sovik, Micael Maiolino Herschmann, Nilda Jacks, Simone Maria Rocha, Simone Pereira de Sá  e Veneza V. Mayora Ronsini.

Serviço
O quê: Lançamento do livro Comunicação e Estudos Culturais
Quando: sexta-feira, 23 de março, às 18h30
Onde: Livraria EDUFBA (Térreo da Biblioteca Universitária de Saúde Professor Álvaro Rubim de Pinho - Rua Basílio da Gama, s/n, Canela – Salvador, Bahia)
Preço promocional do livro: R$ 25,00

Informações adicionais sobre este livro
ISBN: 978-85-232-0854-7
Número de páginas: 197
Ano: 2011
Formato: 17 x 24 cm

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Ebook sobre música em tempos de internet

Acaba de sair o livro "Dez anos a mil: Mídia e Música Popular Massiva em Tempos de Internet", organizado por Jeder Janotti Jr., idealizador do projeto, Victor de Almeida Pires e Tatiana Lima. A publicação chega em três versões eletrônicas: como e-book (PDF), para tablets (ePub) e para Kindle (mobi), disponíveis para download no endereço www.dezanosamil.com.br. A proposta é atualizar as discussões em torno da música massiva e, para isso, pesquisadores de várias partes do Brasil assinam nove artigos organizados em duas partes.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Frustrado com nível do prêmio, diretor do Multishow se demite

Durante a realização de mais um Prêmio Multishow, o 17º da história, o diretor do evento, Guilherme Zonta, pediu demissão do cargo ainda no palco. O anuncio, feito após a entrega do último prêmio da noite, surpreendeu a todos, desde os espectadores até a própria equipe da emissora.
“Tenho um carinho muito grande pelo Multishow”, afirmou o ex-diretor. “Foi uma casa onde aprendi muito e também ajudei a construir ao longo dos anos. No entanto, já faz algumas edições que o prêmio virou um grande canteiro de gente ruim, artistas fracos, sem personalidade e apenas com apelo comercial”, completou.
Continuando com seu discurso, Zonta alegou “linhas de pensamento distintos” para sair do canal. “Não é possível que todo ano a Pitty ganhe alguma coisa. Só temos ela de cantora de rock no Brasil hoje? E essas bandinhas adolescentes? Restart, Cine… são tudo a mesma coisa”, desabafou Zonta.
Zonta se disse incomodado pelo rumo que o evento tomou, premiando bandas como Fresno e NX Zero e até duplas sertanejas como Victor & Léo.
Ao final da premiação, quando indagados sobre o discurso do ex-diretor, os artistas não se fizeram de rogados. “Somos a salvação do rock! Não sei o porquê de tanta má vontade com a gente! Somos os Beatles do ano 2000! Além de sermos um bando de jovens com fãs histéricas também temos 300.000 seguidores no Twitter!”, bradou o vocalista do Restart.
Perguntado sobre o futuro de sua carreira, Zonta não continuou seu protesto. “Já recebi um convite da MTV para dirigir o VMB desse ano, mas recusei. Oras, é justamente desse tipo de evento, com artistas de qualidade altamente duvidos, de que quero fugir. Ruindade por ruindade, ficava por aqui mesmo”, completou.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Heavy Metal em Bagdá

Documentário interessante, que teve boa repercussão de público (tanto do Metal quanto dos interessados em acompanhar os desdobramentos da guerra no Iraque). Pode ser visto via youtube, para aguçar a curiosidade!

http://heavymetalinbaghdad.com/de/

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Blog sobre música em plataformas digitais

Para quem quiser acompanhar um pouco minhas navegações e pesquisas, vai o link para o blog MPM Digital.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Hornby escreve sobre mudanças no consumo musical

O artigo de Nick Hornby no Guardian não só interessa como é uma leitura saborosa:

http://www.guardian.co.uk/music/2009/sep/06/nick-hornby-mp3-record-shops

Bom proveito!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Materialidades da canção

Uma contribuição para discutir o modo como as materialidades da comunicação conformam tipos de experiência com a música.

http://www.fronteiras.unisinos.br/index.php?e=2&s=9&a=68

domingo, 23 de agosto de 2009

"Falamos em rede social, mas o que significa social aí?", provoca Martín-Barbero

Jesús Martín-Barbero fala de internet e sociabilidade no Mais! (FSP) de hoje. Vai o link para quem tem senha:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs2308200914.htm

... E um trechinho para aguçar a curiosidade...

[...] "quando a sociedade moderna se viu realmente configurada pelo Estado, pela burocracia do Estado, começou a sonhar novamente com a comunidade. Era uma comunidade imaginada no sentido de querer ter algo de comunidade, e não só de sociedade anônima.
Falar de comunidade para falar da nação moderna é complicado, porque se romperam todos os laços da comunidade pré-moderna. Eu diria que há aí um ponto importante, considerando que no conceito de comunidade há sempre a tentação de devolver-nos a uma certa relação não mediada, presencial. Essa é um pouco a utopia da internet."

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Lançamentos da Ashgate sobre música popular

A coleção sobre popular music studies da Ashgate tem títulos bem variados e com preços acessíveis (em pounds). Para os interessados em adquirir algum livro, usar o desconto de 20% concedido até 30 de setembro, com o código C9 BNB 20, depois de escolher os itens.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Pearl Jam lançará álbum "Backspacer" simultaneamente em CD e para Rock Band

Seguindo nova a onda de lançamentos rocker e de agendamento de bandas, álbuns, retornos e atualização de catálogos de bandas e gravadoras, vem aí o novo CD do Pearl Jam, a ser lançado em setembro. Pelo que li, Guitar Hero é pras majors... ;)

Do Portal da MTV:

As bandas de rock tem buscado alternativas para o formato de distribuição tradicional, em discos, nos últimos anos, como uma forma de lidar com a pirataria e escapar das grandes gravadoras. Algumas lançam singles gratuitos na Internet, outras disponibilizam seus álbuns para download, a preços menores do que o consumidor pagaria por um CD.

O Pearl Jam decidiu fazer diferente. A banda de Seattle vai lançar, no dia 20 de setembro, o álbum "Backspacer", sem o apoio de uma grande gravadora. O disco estará disponível em formato CD nas lojas e ao mesmo tempo como conteúdo para download para os jogos Rock Band.

Não é a primeira vez que uma banda adota essa estratégia: o Metallica fez isso com o álbum "Death Magnetic", que foi lançado em CD e para Guitar Hero III e Guitar Hero: World Tour.

No caso de "Backspacer", o Pearl Jam anunciou que uma versão especial - e um pouco mais cara - do disco estará disponível nas lojas Target. Essa edição, que tem o apoio da MTV Games, inclui um código para fazer o download das faixas para Rock Band.

O novo disco do Pearl Jam,"Backspacer", tem 11 faixas. Confira:

Pearl Jam - "Gonna See My Friend"
Pearl Jam - "Got Some"
Pearl Jam - "The Fixer"
Pearl Jam - "Johnny Guitar"
Pearl Jam - "Just Breathe"
Pearl Jam - "Amongst the Waves"
Pearl Jam - "Unthought Known"
Pearl Jam - "Supersonic"
Pearl Jam - "Speed of Sound"
Pearl Jam - "Force of Nature"
Pearl Jam - "The End"

por Pablo Raphael

domingo, 2 de agosto de 2009

O mercado do heavy metal e o drible na crise da indústria fonográfica

No Vírgula, UOL
Luiz Filipe Tavares



A crise na indústria fonográfica vem sendo intensificada a cada dia, graças especialmente ao pouco interesse das pessoas em pagar para consumir música. Esse fenômeno atinge a todos os nichos de gravadoras, mas não é segredo para ninguém que esses efeitos são variados para cada sub-mercado da música.

As gravadoras de heavy metal são um bom exemplo de como a independência dos grandes meios e da cultura da coleção podem tornar esses efeitos da crise muito mais amenos e solucionáveis.

Por exemplo, a preferência pelo item colecionável, uma edição especial em disco, versões importadas e relançamentos torna o mercado do metal um dos meios mais competitivos e perenes da indústria, já que gozam de um público realmente fiel, que tem interesse em artistas e gêneros bastante específicos.

"Parece incrível, mas hoje em dia as pequenas gravadoras estão conseguindo se manter melhor do que as grandes majors. É o velho ditado: Quanto maior a árvore, maior o tombo", afirma o produtor e radialista Vitão Bonesso, diretor-geral da única rádio virtual brasileira que toca heavy metal 24 horas por dia, a Rádio Backstage.

"Posso dizer que no primeiro ano senti uma certa apatia por parte do publico em aceitar essa nova mídia. Porém, eu contei com a péssima qualidade das rádios que se dizem rock, e isso de certa forma fez a rádio Backstage crescer bastante", relata Vitão, como é conhecido há muitos anos. "Colocar uma rádio na web é relativamente fácil, o que vem depois é que é bem complicado."

"Eu acho que o envolvimento aumentou. Não só por parte dos fãs, mas de profissionais que e dedicam a esse estilo, sejam eles promotores de shows, jornalistas e gravadoras", Contrapôs o radialista ao fato de que, mesmo com os tempos difíceis para todos os investidores do meio artístico, as pessoas ligadas ao estilo tendem a manter-se no meio.


A matéria continua aqui.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

IASPM International

No intervalo dos debates havia música pop, rock. Duelo de Djs. Apresentações com Theremin e Guitar Hero (versões 1,2 e 3). Nos debates, falávamos de performance musical, valor, discos canônicos e da rede social ligada a música. Não, não era o encontro de nenhum fã-clube, mas a conferencia internacional dos estudiosos da música popular, em Liverpool - 2009.

A qualidade das apresentações era boa e havia um clima geral de contribuição aos trabalhos dos pesquisadores (que vieram de todos os continentes - Africa, Asia, America e até da Nova Zelândia).

Sugiro fortemente (como me disse uma vez o professor Felipe Trotta) a inserção dos pesquisadores nesse fórum.

sábado, 25 de julho de 2009

Mídia e Música Popular Massiva: Biblioteca do Rock online

rocksbackpages.com

Biblioteca do Rock online

Voltando da Conferencia da IASPM em Liverpool, fui apresentado a essa projeto sobre uma biblioteca digital sobre a música pop. Divulguem!

O conteúdo pode ser usado em bibliotecas universitárias!

sábado, 18 de julho de 2009

Artigos sobre música

Saiu o volume 10 da revista eletrônica Ícone, publicada pelo Programa de Pós-graduação em Comunicação da UFPE. A edição traz vários artigos de interesse para o grupo.

Vejam a relação de artigos:

De Que Lado Você Samba?: uma proposta de análise midiática da música popular massiva, por Jeder Janotti Junior

Gêneros musicais e sonoridade: construindo uma ferramenta de análise, por Felipe Trotta

A música popular nas rádios no ABC paulista nos anos 1950 e 1960, por Herom Vargas

O circuito do samba e do choro carioca no contexto atual marcado pela reestruturação da indústria fonográfica, por Micael Herschmann

Do underground para o mainstream sem perder a categoria: análise da trajetória de um músico gaúcho, por Jorge Cardoso Filho e Pedro Marra

A emergência do Manguebeat e as classificações de gênero, por Tatiana Lima

DJs, magnatas e regueiros: considerações sobre o reggae na ilha de São Luis, por Rogerio Costa

O gênero brega para além da ressonância estrutural, por Lydia Barros

Distopia e música: uma análise das representações de música e produção musical em 1984 e Admirável Mundo Novo e Farenheit 451, por Carolina Figueiredo

A televisão aos pedaços: O Video Music Awards 2007 e a estratégia discursiva da MTV, por Thiago Soares

terça-feira, 7 de julho de 2009

Mr. Michael Jackson

A morte (ou não, ainda existem especulações sobre isso, hehehe) do Rei do Pop não podia passar despercebida desse blog, mesmo que todos já tenham feito homenagens e a falação seja quase que insuportável sobre o assunto. Esperemos que hoje, com o enterro, funeral, showneral ou o que quer que seja aquilo, o agendamento mude nos meios tradicionais e na web.

Mas vim aqui não pra dizer que ele era genial, que ele influenciou o mundo todo não só na música, que ele é referência e etc etc etc. Nem se pode esquecer, apesar de suas mudanças corporais, o papel que ele tem na abertura do mercado da música pop para os negros. Vim pra pensar, na verdade, pq foi que ele caiu no ostracismo e não conseguiu manter a carreira, como Madonna fez.

Até o começo dos anos 1990 MJ era sucesso absoluto, shows sempre cheios e exibições mil nos canais musicais e nas rádios. Mas a vida pessoal atrapalhou a carreira do astro, a partir de então. O que, convenhamos é inacreditável de pensar. Como é que um cara com os direitos de parte das músicas do Beatles, com suas próprias músicas e as dos Jacksons 5 consegue ser tão endividado? Ok, dos Beatles davam só $40 milhões de Euros. Das próprias, só tinha dos tempos da Motown e algumas, as solo pertecem à Sony BMG. Os acordos judiciais, gastos médicos e os muitos sanguessugas lhe tiraram todo o dinheiro?

Verdade é que, diferentemente de Madonna, ele não soube se reinventar. Mudou na aparência, mas quis continuar com a mesma fórmula de lançar discos [com as mesmas músicas, quase] e vender loucamente, que na era digital não funciona. E manteve sempre o mesmo som, que funcionou no Thriller, no Dangerous já estava meio morno e acabou por aí. Pop é sinônimo de reinvenção, apropriação de gêneros e misturas. Ele não soube mudar sua roupagem. Bem verdade que os escândalos de envolvimento com menores ajudou a enterrar a carreira. E a sensação de que a música pop ía noutro caminho, a despeito do que MJ queria ou sabia fazer, se somou à lançar o álbum em pleno 2001 conturbado nos EUA [só n foi pior que Mariah Carey e seu Glitter -péssimo- lançado em pleno dia 11 de setembro e em NY!], levaram ao fracasso de Invencible, último álbum do cantor, que chegou a dizer que foi prejudicado por racismo!! 2001 foi O ano das Boybands, Backstreet Boys e *NSync tominando todas as paradas... Acho que as coreografias de MJ não atraíram tanto, na época; além da famosa Sociedade Americana de Família, que condena que se consuma produtos do comedor de criancinhas...

Dedadência não vende, mas já a morte... MJ é, de novo, dos mais vendidos da semana. A Sony tá lucrando bastante com a venda dos álbuns clássicos de Michael, que voltaram aos topos das paradas de vendas e de exibição ao redor do mundo. Todos homenageando o astro.

So long, Michael.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Movimento Música para Baixar

Porto Alegre vai sediar o I Fórum MPB, Música para Baixar, de 24 a 27 de junho. Será o terceiro grande encontro do ano organizado pelo movimento. O primeiro foi no dia 15 de março, em Brasília/DF, onde mais de quarenta pessoas ligadas à música encaminharam o fórum em Porto Alegre, concomitante com o 10° Fórum Internacional de Software Livre. O segundo foi no dia 30 de maio na cidade de Guará/DF, onde 35 mulheres se mobilizaram contra o AI-5 digital e foi articulado por artistas, produtoras, militantes de alguns coletivos e jornalistas na Casa Roxa. O MPB tem militantes em todo o país. Está entre seus objetivos constituir um espaço presencial de diálogo no sentido de conectar música, tecnologia e comunicação colaborativa e propor alterações na lei de direitos autorais.

Outra importante diretriz do movimento aponta para que a cultura livre e compartilhada seja relacionada com o software livre. Militantes do MPB vêm discutindo amplamente a lei de controle da internet, posicionando-se contra a ditadura na rede, em defesa da democratização da comunicação, dos direitos humanos e da livre circulação da produção cultural.

Os temas do Fórum MPB são: Economia solidária da música livre;Controle da internet; Formas de licenciamento, gestão coletiva e proposta de mudança na legislação autoral; Democratização da comunicação e distribuição de conteúdos culturais alternativos. Ainda:Autogestão e geração de renda dos agentes culturais.

Estão confirmadas as presenças de Álvaro Santi (RS) – músico e membrodo Fórum Permanente de Música, Cláudia Escovar Alfaro Boettcher (RS) -diretora do Departamento de Difusão Cultural/Pró-Reitoria de Extensãoda UFRGS, Deivi Kuhn (DF) - banda Coyote Guará, Eduardo Ferreira (MT)– membro da banda Os Viralata e do projeto Casa Brasil, FernandoAnitelli (SP) – banda Trupe Teatro Mágico, Fabrício Noranha (ES) –banda Sol na Garganta do Futuro, Fernando Rosa (DF) - jornalista e editor do portal Senhor F, GOG (DF) – rapper e poeta, Gustavo Anitelli (SP) – produtor da Banda Trupe Teatro Mágico, Ellen Oléria (DF) –cantora e compositora, Moysés Lopes (RS) - músico e membro do Fórum Permanente de Música, Jaqueline Fernandes (DF) – jornalista e produtora da Griô Produções, José Murilo (DF) - gerente de CulturaDigital do Minc, José Vaz – Diretoria de Direitos Intelectuais do MinC, Juca Culatra (PA) - banda Juca Culatra & Power Trio e Coletivo RadioCipó, Leoni (RJ) - músico e compositor, Mauro Salles (RS) – Sindicatodos Bancários, Paulo Marques (RS)- Coletivo Brasil Autogestionário,Pablo Capilé (MT) – músico, presidente da ABRAFIN e membro do EspaçoCubo Cuiabá, Richard Serraria (RS) – banda Bataclã FC e Ronaldo Lemos(RJ) – FGV.

O cantor e compositor Leoni defende a revisão total da lei de direitos autorais quando se trata de internet. “Fomos todos colocados à margem da lei e está na hora de recuperarmos nossa legalidade”, afirma. Segundo a cantora e compositora Ellen Oléria é inadmissível que músicos e músicas estejam fora do processo de discussão sobre questões tão importantes quanto direito autoral ou a aprovação do AI5 Digital.“É importante ter toda a cadeia produtiva da música nesta discussão e garantir que nossos entendimentos sejam considerados”, conclui. Já o cantor Richard Serraria ressalta “a importância da divisão de experiências de diferentes artistas, envolvendo a reflexão crítica acerca da cadeia produtiva da música e pensando ainda a geração de renda junto à economia da criatividade na contemporaneidade”.

O I Fórum MPB irá sistematizar propostas a serem articuladas ao longo do ano. E ainda, será lançado durante o evento um manifesto do Movimento Música para Baixar, entre outras iniciativas.

Serviço
Local: Casa dos Bancários
Endereço: - Rua General Câmara, 424 - Centro de Porto Alegre
Data: 24 a 27 de junho

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Ouvintes de música e internet

Dois tipos de ação parecem predominar entre os ouvintes de música em plataformas digitais. De um lado há aqueles que buscam arquivos musicais para downloads e informações sobre lançamentos, dados biográficos, bootlegs e shows, mas ficam no anonimato; de outro há fãs que usam as plataformas tanto para os downloads e obtenção de informações quanto para a escuta em streaming, a exposição de gostos e a construção de uma persona online.

Os perfis de ouvintes nas plataformas como a Last.fm e o Myspace são usados como "vitrines" para suas atuações em outras plataformas, como blogs pessoais, msn e sites de relacionamento.

Esse segundo tipo de ouvintes foi um dos principais temas do curso "Reconstrução das práticas de consumo nas plataformas online" da professora Adriana Amaral, da Universidade Tuiuti do Paraná, realizado na Facom. O pessoal do GJOL, que promoveu o encontro, postou alguns trechos do dia 29 de abril no youtube:



domingo, 5 de abril de 2009

Mercado de ações musicais

Lendo hoje meus feeds, li no blog amigo Boom que, na França, a nova possibilidade de mercado é ser acionista de um artista ou banda.

Do texto do blog:

"o investidor escolhe os artistas e compra as ações que somadas serão usadas para produção de músicas avulsas ou CDs. O acionista, além de ter participação nos lucros e poder dar pitacos nas próximas produções, terá direito de assistir shows exclusivos, ouvir músicas novas e até ouvir um CD antes do seu lançamento, fora o contato direto online com seus ídolos. O primeiro site que surgiu foi o francês NoMajorMusik, com o slogan “Produção de Música Comunitária”, que terá versão brasileira em 2010. Outros, também franceses, My Major Company e Espidart".

Fico me perguntando quais os efeitos disso. Soa como as doações feitas a sites gratuitos. Não vejo os brasileiros participando das doações. Poucos aqui pagaram pelo "In Rainbows"... E raros são os que compram no ITunes... É ver como isso se dá...

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